Mulheres de PMs começam a ocupar frente do batalhão em Volta Redonda

Volta Redonda – Mulheres de policiais deram início na noite desta quinta-feira (9), por volta das 20 horas, da ocupação da frente do Batalhão da Polícia Militar de Volta Redonda (28º BPM), localizado no bairro Voldac. Eles reivindicam melhorias nas condições de trabalho e o acerto salarial. As viaturas continuam rodando pela cidade.  A decisão em ocupar a porta do quartel foi tomada na quarta-feira (08), numa reunião ocorrida na Praça Brasil, na Vila Santa Cecília. A intenção delas é impedir que os maridos saiam do quartel para trabalharem. Elas protestam contra os cortes das gratificações, o pagamento de janeiro que até agora não foi pago, assim como o 13º Salário da categoria.

Uma das manifestantes é Vanessa Lisboa Mauro  Magalhães, de 40 anos, que confirmou sua presença no ato de hoje. Ela disse é pensionista do Estado e, embora, seja viúva de bombeiros, aderiu o movimento, porque, segundo ela, também está sem pagamento.
– Na reunião da Praça Brasil tratamos de como vamos agir durante os protestos. Vieram mulheres de policiais militares dos batalhões de Angra dos Reis, Barra do Piraí, Resende e Três Rios. Elas farão a manifestação em suas cidades – disse Vanessa.

O comandante do 28º Batalhão da PM (Volta Redonda), tenente-coronel Damião Luiz Portella, disse que, por ele, o quartel vai funcionar normalmente nesta sexta-feira (10).  Portella disse, em princípio, foi informado de que a manifestação seria realizada apenas pelas mulheres dos policiais lotados nas Unidades de Policiamento Pacificadora (UPPs), que moram no Sul Fluminense.

– Mas agora fiquei sabendo, pela imprensa, que o protesto vai se estender aos policiais do 28º BPM, posso garantir que vamos trabalhar normalmente porque nosso compromisso é com segurança da sociedade e nunca vamos deixar de apoiá-la. Caso tentem impedir o nosso trabalho, vou tentar negociar com os manifestantes – disse Portella.


O comandante do 33º Batalhão da PM (Angra dos Reis), tenente-coronel Luiz Cláudio Regis, disse que fará de tudo para conscientizar os policiais que uma manifestação desse tipo poderá ser prejudicial à segurança da população, principalmente no Rio de Janeiro, um estado com altos índices de criminalidade. O militar admitiu que é uma situação complicada.


Fonte: Diário do Vale

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