Com apoio do Instituto Dagaz, Festa do Trabalhador movimenta Quilombo de Santana, em Quatis

Extensa programação gratuita valoriza artistas locais e comunidade

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Este ano, a tradicional Festa do Trabalhador no Quilombo de Santana, no distrito de São Joaquim, em Quatis, conta com participação do Instituto Dagaz. Nos dias 30 de abril e 1º de maio, a comunidade vai receber extensa programação gratuita em comemoração à data. A festa será movimentada com o apoio da ONG, que executa projetos de preservação quilombola, através do Condomínio Cultural, gerenciado pela prefeitura.

Em parceria com as secretarias de Governo, Educação, Cultura e Turismo, de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos e de Ordem Urbana, a festividade busca valorizar artistas locais e a comunidade, além de atrair toda a população ao quilombo. 

- A festa este ano foi pensada com o objetivo de valorizar as pessoas e trabalhadores do Quilombo de Santana. É uma forma de homenagear todos os trabalhadores deste país, começando pelo trabalhador rural, que produz 80% dos alimentos do Brasil - destacou a coordenadora do Condomínio Cultural do Instituto Dagaz, em Quatis, Margot Ramalhete.

Programação

Dia 30/04 (Domingo)

8h  às 9h - Piquenique Quilombola

10h às 11h - Festa das Crianças com Oficinas Culturais

12h  às 13h - Almoço com caldos

13h às 16h - Continuação da Festa das Crianças

16h – Torneio de futebol

19h20 – Forró com a banda Arte Show - Marcio Nogueira, bandas regionais e participação da comunidade nos intervalos

21h – Apresentação de Jongo

02h  – Encerramento

Dia 1º de maio (Segunda-feira​)

8h – Início da tradicional caminhada

11h – Celebração da missa na igreja da comunidade

12h30 – Almoço quilombola

15h – Leilão de Prendas com locutor José Darci

16h – Roda de Pagode

22h – Encerramento

Condomínio Cultural

O projeto Condomínio Cultural, Arte e Cidadania - Instituto Dagaz em Quatis tem o objetivo de resgatar e preservar a memória material e imaterial do Quilombo de Santana. Formada por descendentes de escravos da antiga Fazenda do Barão do Cajuru, a comunidade recebeu, em 1903, a doação das terras, por sua ilha Dona Maria Isabel, após o fim da escravidão. 

O projeto, patrocinado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), preserva e divulga a cultura afro brasileira e busca o empoderamento social dessa população. Entre as atividades executadas no local, se destacam as oficinas gratuitas de produção de berimbau, artes cênicas, música, literatura, culinária, artesanato, dança e capoeira.
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