Escola de Itatiaia desenvolve projeto de Role Playing Game


A prática de jogos de tabuleiro ao estilo Role Playing Game (RPG), relacionada à cultura nerd, tem crescido cada vez mais entre os jovens e na Escola Municipal Padre José Wyrwinski, na Vila Esperança, a atividade lúdica conquistou os alunos do 7º, 8º e 9º ano com o projeto “Laboratório da Imaginação”.

A atividade interdisciplinar é realizada com a matéria de português e o serviço de orientação educacional, estimulando a imaginação e o raciocínio lógico, desenvolvendo a criatividade, o relacionamento interpessoal e a cooperação mútua.

- Eu sempre joguei RPG e acredito que o jogo me ajudou a desenvolver características importantes para meu ambiente de trabalho e no relacionamento com o outro. Utilizar um jogo dentro do ambiente escolar é introduzir uma ferramenta que auxilia no desenvolvimento da aprendizagem, na cooperatividade e socialização. O projeto anual já é feito há 5 anos na escola com as turmas de 7º, 8º e 9º ano, os pais acompanham e apoiam a iniciativa – explicou Fontinelli Cavalcante, Orientador Educacional responsável pelo projeto.

De acordo com Fontinelli, a história que eles escreveram foi inspirada na série Stranger Things, da Netflix, e começou após o estudo de um conto trabalhado em sala pela professora.

- Eu já tinha visto Stranger Things então achei muito maneira a ideia de jogar algo parecido com a série que todo mundo gosta. Nosso personagem é paranóico, o nome dele foi escolhido em grupo e a professora nos ajudou a escolher os equipamentos que nos ajudariam no desenrolar da história. A personalidade dele foi escolhida por sorteio. Achei muito diferente, foi a primeira vez que joguei e é tudo novo porque estamos sempre escrevendo e fazendo tarefas. É uma maneira diferente de aprender, já estou ansiosa e com medo do que virá neste ano – contou a aluna do 8º ano, Júlia de Oliveira.

No jogo, os dados decidem o rumo da história e cada grupo desenvolve um diário de bordo das atividades realizadas que é entregue para a professora de português da turma para avaliação e pontuação no final do bimestre.

- Trabalhamos com os alunos a parte de criação e desenvolvimento narrativo e isso os auxilia na parte argumentativa e lógica, sem falar na visível melhora na escrita deles. Procuramos destacar sempre os erros que eles cometem após a entrega da atividade e procuramos sempre trazer outras matérias para o projeto assim trabalhamos ainda os temas transversais, além dos valores morais e éticos. O diário de bordo é escrito de uma maneira específica onde eles precisam escrever em primeira pessoa e refletir o sentimento do personagem, a gramática não é o foco, mas sempre fazemos um diagnóstico do que foi entregue e passamos para eles – comentou a professora de Português, Paula Thompson.

A história desenvolvida pela turma do 8º ano, durante a série anterior, passa-se no mundo invertido que fica escondido sobre a água e é uma visão distorcida da realidade. A narrativa misteriosa inclui alienígenas, nave espacial, monstros em formato de cérebro e muita aventura.

- Eu já tinha jogado RPG, mas dentro da sala de aula foi a primeira vez e eu achei isso muito bacana. Algumas coisas aqui são diferentes, mas eu consegui me sair bem. Nosso grupo conversou e definiu tudo junto. Nosso personagem é medroso e jogamos os dados para aumentar as características dele. A história começa quando a Roberta vai ao banheiro da escola e some após ver uma luz muito forte. Os adolescentes seguem as pistas pela floresta e trabalham em equipe para derrotar a criatura maligna que dá origem para aquela distorção na mente deles. Eu já tinha visto a série e achei bem legal ser um ambiente parecido – destacou Yan Gabriel Cabral, de 13 anos.
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